O resultado da eleição para Presidente do Brasil tem deixado um rastro de insatisfação generalizada em várias partes do país – desde pequenos vilarejos a grandes centros – mais do que isso, tem criado uma atmosfera de tensão tão grandes que nem mesmo aqueles que publicamente assumiram votar no candidato da esquerda brasileira, Lula da Silva, estão confortáveis e confiantes a ponto de comemorar o resultado.
Essa insatisfação generalizada rompeu as bordas do território brasileiro e chamou atenção da comunidade internacional.
Vários países começaram a destacar em seu conteúdo jornalístico, essa revolta das pessoas com o resultado das eleições apresentadas pelo TSE, órgão presidido por um inimigo público do Presidente Bolsonaro: Alexandre de Moraes.

Na Suíca, o editor da revista semanal Die Weltwoche, Alex Baur escreveu um artigo fazendo duras críticas a todo o processo eleitoral, mas em especial a atuação do Ministro Alexandre de Moraes.
Baur abriu o artigo dizendo que “Os protestos de rua contra a vitória apertada de Lula nas eleições no Brasil são legítimos. A reeleição do populista de esquerda não foi limpa.” (O grifo é nosso)

As críticas não pararam por aí. O jornalista mostrou que existe um padrão universal nas abordagens da imprensa mundial: ações extremistas efetuadas pela esquerda são tratadas com condescendência, enquanto qualquer ação por parte da ala conservadora é, nas palavras dele, ações de “inimigos da democracia, uma ameaça ao Estado de Direito.”

Sobre Alexandre de Moraes, Baur foi categórico “Moraes e seus comparsas interferiram na campanha eleitoral de forma arbitrária e partidária, única no mundo e indigna de uma democracia.”

Ele mostrou como todo o processo eleitoral e não apenas o uso específico de urnas não auditáveis, tornaram essa eleição extremamente questionável. Criticou a censura imposta a jornalistas e órgãos de imprensa. “O Partido Trabalhista de Lula mobilizou brigadas de advogados contra seus oponentes políticos e jornalistas, que imediatamente processaram os tribunais eleitorais por quaisquer comentários críticos.”
O editor suíço mostrou com indignação como juízes do TSE extrapolaram suas competências com decisões absurdas e parciais que oprimiam o candidato adversário e quaisquer pessoas ligadas diretas ou indiretamente ao Presidente Bolsonaro, inclusive com multas gigantescas e bloqueio de suas redes sociais.
Esses mesmos juízes assumiram a defesa de Lula da Silva a ponto de, diz Baur, “por exemplo, era estritamente proibido mencionar a substância das condenações por corrupção postumamente anuladas de Lula ou seus múltiplos vínculos com as ditaduras de Cuba, Venezuela e Nicarágua. Enquanto isso, Lula foi autorizado a acusar seu oponente de “genocídio” impunemente.”

Segundo Alex Baur, o golpe final foi a decisão tomada pelos Ministros do TSE em transferir para a campanha de Lula da Silva, minutos da propaganda eleitoral de Bolsonaro, que seriam veiculados nos meios de comunicação em massa, o que trouxe claramente prejuízos e pode ter comprometido o resultado das eleições. “O clímax do despotismo judicial foi a transferência massiva de Bolsonaro para a conta de Lula de minutos de publicidade gratuita nos meios de comunicação de massa, a que todo candidato no Brasil tem direito.”

Baur afirma que a diferença do resultado das eleições brasileiras (Lula com 50,9 e Bolsonaro com 49,1) pode muito ser atribuída as manobras como essa, com o claro objetivo de beneficiar o candidato da esquerda e tirar o direito da reeleição de Bolsonaro.
Ele finaliza dizendo que “Se havia uma ameaça à democracia no Brasil, eram os juízes autocráticos.”

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